AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE BIOFILMES COM EXTRATO DE SPONDIAS TUBEROSA NA CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA DE MAÇÃS
Palavras-chave:
Conservação pós-colheita, Atividade antioxidante, Revestimento comestível, Qualidade de frutas, Tecnologia sustentávelResumo
Introdução: Frutas e hortaliças são alimentos essenciais para a saúde humana; entretanto, apresentam alta perecibilidade, o que resulta em perdas significativas ao longo da cadeia produtiva. Uma alternativa promissora para reduzir essas perdas é o uso de biofilmes comestíveis, que formam uma barreira protetora sobre a superfície dos alimentos, retardando a degradação e mantendo a qualidade pós-colheita. A Spondias tuberosa (umbuzeiro), espécie típica do Nordeste brasileiro, apresenta reconhecido potencial farmacológico, incluindo propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Objetivos: Desenvolver e avaliar biofilmes à base de gelatina contendo extrato hidroalcoólico dos ramos de Spondias tuberosa, aplicados na conservação de maçãs. Metodologia: As frutas foram distribuídas em três grupos experimentais: Controle (sem revestimento), Gelatina e Gelatina com Extrato. O extrato hidroalcoólico foi caracterizado quanto ao teor de sólidos totais e à atividade antioxidante. Posteriormente, os biofilmes foram aplicados nas maçãs, sendo avaliados parâmetros relacionados à conservação pós-colheita, com ênfase na perda de massa. Resultados e Discussão: O extrato apresentou teor de sólidos totais de 33,3 ± 0,007 mg/mL e elevada atividade antioxidante (IC₅₀ < 10 μg/mL). As maçãs tratadas com o biofilme contendo o extrato demonstraram menor perda de massa em comparação aos demais grupos, indicando maior retenção de umidade e possível redução da liberação de gases associados ao processo de maturação. Esses achados sugerem que a incorporação do extrato potencializa a eficácia do biofilme na conservação dos frutos. Conclusão: Conclui-se que o biofilme enriquecido com extrato de Spondias tuberosa mostrou-se eficaz na conservação das maçãs, prolongando seu tempo de prateleira e demonstrando potencial como tecnologia sustentável para a preservação de frutas pós-colheita.
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