A POPULAÇÃO RURAL E O CÂNCER DE PELE: UMA COMPARAÇÃO ENTRE MUNICÍPIOS DA PARAÍBA
Palavras-chave:
Câncer de pele, Mortalidade, Rural-Urbano, ParaíbaResumo
Introdução: o câncer de pele representa uma das neoplasias mais prevalentes no Brasil, sendo sua incidência heterogênea conforme as características sociodemográficas, econômicas e ambientais de cada região do país. No estado da Paraíba, com sua diversidade urbana e rural, apresenta um cenário propício para a análise das variáveis que influenciam a mortalidade por essa doença. Objetivo: Analisar a mortalidade por câncer de pele nos municípios da Paraíba, comparando as taxas de mortalidade entre municípios menos e mais urbanizados. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, realizado com dados de mortalidade por neoplasias malignas da pele nos municípios da Paraíba, no período de 2017 a 2021, obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os municípios foram categorizados conforme a tipologia rural-urbana do IBGE (2017), e os dados foram analisados por meio do software Jamovi (versão 2.5), utilizando o teste U de Mann-Whitney. Resultados: Na análise comparativa, os percentis evidenciaram que os municípios rurais adjacentes apresentaram, de forma consistente, taxas de mortalidade mais elevadas. Em 2017, a mediana das mortes nesses municípios foi de 13,6, superior à mediana de 4,08 nos municípios urbanos, padrão que se manteve ao longo de todos os anos analisados. Ademais, o teste estatístico revelou valores de p < 0,001, indicando que as diferenças observadas são estatisticamente significativas e não atribuíveis ao acaso. Discussão: Os achados sugerem uma possível associação entre a residência em áreas rurais e maior risco de morte por câncer de pele, possivelmente influenciada por fatores ocupacionais, menor acesso aos serviços de saúde, maior exposição solar acumulada ao longo da vida, imunossenescência e diagnóstico tardio. Conclusão: O estudo evidenciou taxas de mortalidade mais elevadas em municípios rurais, sugerindo uma possível relação entre a ruralidade e o risco de óbito por câncer de pele. Contudo, limitações inerentes ao uso de dados secundários podem influenciar os resultados. Dessa forma, ressalta-se a necessidade de aprofundamento dessa temática, a fim de subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção e à redução dos impactos das neoplasias cutâneas em populações vulneráveis.
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